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08/02/2023 - "Cuidado para não quebrar os corais"

No quarto dia de viajem não tínhamos uma praia em especifico na qual iriamos passar o dia, nosso intuito era conhecer o Centro Histórico de Cabrália e se por acaso encontrássemos uma praia iriamos lá para conhecer. Cabrália não é tão distante, ela fica a poucos quilômetros da praia de Coroa Vermelha.

Chegando lá vimos que era uma cidadezinha bem simples porem com uma arquitetura bem bonita. Como não tínhamos um lugar especifico para ficar, meu pai começou a perguntar para o pessoal que passava na rua onde tinha alguma praia boa naquela região, entretanto, todos em que a gente perguntou disseram que por ali não haviam muitas praias e nos recomendavam ir para Coroa Vermelha. Passamos aproximadamente 5 minutos perguntando passando pela cidade e perguntando aos moradores daquela cidadela, até passarmos por um hotel movimentado e meu pai abordar um taxista e fazer a mesma pergunta que ele havia feito e recebendo a mesma resposta, entretanto, ele disse que havia um passeio de escuna ali por perto, isso despertou-nos um interesse e fomos em direção onde o homem havia nos sinalizado.

Chegando lá já fomos abordados por um puxador que já nos convidou para conhecer mais a estrutura do cais e da embarcação além dos preços e viajem disponíveis, depois de conhecer, fechamos o negócio. O horário de embarque estava marcado para uma hora depois de fechar o pagamento, logo decidimos ir para uma igrejinha que era próxima para passar o tempo. Para chegar tinha que subir um grande lance de escadas, mas lá no topo não havia muita coisa de interessante, apenas a vista do cais, a igreja, algumas casas de época e uma "ruina desconhecida".

Descendo da igreja, esperamos por mais quinze minutos até entrar na escuna e zarpar para os nossos destinos, saímos por volta de dez horas da manhã. A viajem era tranquila porém a embarcação estava em lotação máxima e com o pessoal com caixinhas de som no volume máximo, mas pelo menos a parte da lotação foi por pouco tempo pois chegou a primeira parada que era em uma praia próxima onde metade das pessoas desceram ali mesmo. Um fato curioso dessa decida é que ela não foi feita em um cais como o embarque, as pessoas tinham que pegar os seus pertences e descer por uma escada que foi fixada na lateral do barco então era uma festa ver o pessoal descendo deixando molhar as bolsas, além de uma mulher que se desequilibrou e caiu (a mulher ficou bem, apesar que a agua estava bem rasa).

Após essa primeira parada seguimos para onde realmente iriamos descer, a viajem durou aproximadamente uma hora até chegarmos em Coroa Alta, era basicamente um banco de areia que durante a maré baixa os formavam-se "lagos" onde os peixes ficavam presos, além que a região tinha muito corais então tínhamos que andar sempre de chinelo/crocks. Antes de descer para conhecer o local o guia da viajem passou alguns avisos dentre eles alguns deveras curiosos. "Gente!!! Estão me perguntando se aqui tem tubarão, podem ficar tranquilos os tubarões daqui são VEGETARIANOS, eles só comem batata da perna, maçã do rosto e raiz do cabelo.", "Pessoal!!! Não pulem de cabeça na água, é perigoso, vocês quebrarem o coral; não estou falando do coral marinho e sim do coral que vocês tem acima do pescoço!!!". Descendo da escuna fomos mais para o fundo da "ilha" para aproveitar o tempo que apesar de serem 50 minutos o tempo lá parecia que voava, antes de embarcar alugamos máscaras com snorkel para ver os corais, entretanto elas não serviram de nada porque como não éramos os primeiros a passar por ali a areia já havia subido toda então não dava pra enxergar nada embaixo d'agua.

Voltando para a escuna voltamos para pegar o pessoal que fez a primeira parada na outra praia e fomos para o almoço que apesar de parecer que não fizemos muita coisa já eram três horas da tarde e ninguém havia almoçado. Paramos em um restaurante que possuía seu próprio cais para receber os viajantes dos mares. Por lá foi uma parada rápida de apenas uma hora para encher o buxo e seguir para a próxima e ultima parada.

A ultima parada foi em uma loja no meio do manguezal, a imagem que deve vir na sua cabeça deve ser de um lugar no meio daquelas arvores retorcidas cheia daquela lama preta com uma estrutura feia, a primeira impressão era essa mesmo, pois atracamos em um cais simples de madeira que tinha uma ponte que levava-nos até dentro do mangue. Chegando lá era outro lugar completamente diferente, era um lugar de grama verdinha cores vivas, parecia que eu estava em um filme da sessão da tarde, la tinha à primeira vista uma loja que vendia produtos de procedência duvidosas como as pingas : "Pau do Baiano", "Amansa Corno" e "Cura Gay" e o doce "Viagra Baiano", além disso, havia um espaço de banho de lama onde dava pra ver o pessoal branquinho entrando la e saindo todo preto e opaco. Um fato engraçado dessa parte é que quando estávamos passando pelo pessoal que estava tomando uma ducha para tirar a lama do corpo havia um homem que estava falando com o pessoal que também passava por ali "GENTE NÃO VÃO NAQUELE BANHO DE LAMA!!!, quando eu entrei lá eu tinha cabelo" e o homem era completamente careca kkkkkkkkkkkkk.

Depois da visita nesse paraíso escondido, voltamos ao cais de onde partimos e voltamos ao hotel.